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Migração para cloud sem dor de cabeça (checklist completo)

Semana passada um cliente chegou até a gente desesperado. Tinha tentado migrar pro AWS sozinho, gastou 300% a mais que o esperado e ainda ficou com half dos sistemas fora do ar. Infelizmente, essa história se repete mais do que deveria.

Migração pra cloud não é simplesmente “lift and shift”. É um processo que exige planejamento, e quando bem feito, entrega resultados incríveis. Vou te mostrar o checklist que a gente usa em todas as migrações aqui na Bolsoni Tech.

Antes de começar: inventário completo

Primeira coisa: você precisa saber exatamente o que tem hoje. Parece óbvio, mas 70% dos projetos que a gente pega já começaram errado por pular essa etapa.

Mapeie tudo:

  • Servidores físicos e virtuais (specs, OS, uptime)
  • Aplicações e suas dependências
  • Bancos de dados (versões, tamanhos, conexões)
  • Storage utilizado vs alocado
  • Tráfego de rede entre sistemas
  • Backups atuais e políticas de retenção

Use ferramentas como o AWS Application Discovery Service ou simplesmente um script Python pra coletar essas informações automaticamente.

Definindo a estratégia de migração

Nem tudo precisa ser migrado da mesma forma. A gente classifica em 5 categorias:

Rehost (Lift & Shift): Migração direta, sem alterações. Bom pra sistemas legados que funcionam bem.

Replatform: Mudanças mínimas pra aproveitar recursos cloud. Exemplo: trocar MySQL on-premise por RDS.

Refactor: Reestruturar pra arquitetura cloud-native. Mais trabalhoso, mas com maior ROI.

Retire: Desligar sistemas que não fazem mais sentido.

Retain: Manter on-premise por compliance ou custo.

Calculando custos reais

Aqui que mora o perigo. A gente vê muita empresa se assustando com a conta no primeiro mês porque calculou errado.

Use as calculadoras oficiais:

  • AWS Pricing Calculator
  • Azure Cost Calculator
  • Google Cloud Pricing Calculator

Mas atenção: inclua custos “invisíveis” como data transfer, snapshots, IPs elásticos não utilizados, e principalmente: recursos esquecidos rodando.

Dica de ouro: configure alertas de billing desde o dia zero. No AWS, use o AWS Budgets com alertas em 50% e 80% do orçamento.

Plano de migração por ondas

Nunca migre tudo de uma vez. A gente sempre faz por ondas:

Onda 1: Sistemas não críticos, desenvolvimento e homologação

Onda 2: Sistemas de apoio (monitoramento, logs, ferramentas internas)

Onda 3: Aplicações de negócio menos críticas

Onda 4: Core business e sistemas críticos

Entre cada onda, pare e avalie. Ajuste o que não funcionou bem antes de seguir.

Caso prático: migração de e-commerce

Cliente tinha um e-commerce on-premise com picos de Black Friday que derrubavam tudo. Arquitetura que migramos:

Antes: 4 servidores físicos, load balancer hardware, banco MySQL único

Depois no AWS:

  • Auto Scaling Groups com EC2 (escala de 2 pra 20 instâncias)
  • Application Load Balancer
  • RDS MySQL com read replicas
  • CloudFront pra CDN
  • S3 pra assets estáticos

Resultado: 99.99% uptime na Black Friday e 40% redução de custos anuais.

Segurança desde o início

Configure segurança antes de migrar qualquer workload:

  • IAM roles com princípio do menor privilégio
  • VPCs isoladas por ambiente
  • Security Groups restritivos
  • CloudTrail/Activity Log habilitado
  • Encryption at rest e in transit

Use ferramentas como Terraform pra garantir que toda infraestrutura seja criada com os mesmos padrões de segurança:

resource "aws_s3_bucket_encryption_configuration" "main" {
  bucket = aws_s3_bucket.main.id

  rule {
    apply_server_side_encryption_by_default {
      sse_algorithm = "AES256"
    }
  }
}

Monitoramento e observabilidade

Configure monitoramento antes da migração, não depois. Use:

  • CloudWatch/Azure Monitor: Métricas básicas de infraestrutura
  • Grafana: Dashboards customizados
  • Prometheus: Coleta de métricas detalhadas
  • ELK Stack: Logs centralizados

Configure alertas pra tudo: CPU, memória, disco, latência de rede, erros de aplicação. É melhor ter alerta demais no início do que descobrir problemas pelos usuários.

Testes e rollback

Sempre tenha um plano B. Pra cada sistema migrado:

  • Teste de carga completo
  • Teste de failover
  • Procedimento de rollback documentado e testado
  • Janela de manutenção adequada

E o mais importante: comunique bem. Usuários informados reclamam menos quando algo dá errado.

Otimização pós migração

Migração não termina quando tudo está rodando na cloud. As primeiras semanas são cruciais pra otimizar:

  • Rightsizing de instâncias
  • Reserved instances pra workloads estáveis
  • Spot instances pra cargas não críticas
  • Lifecycle policies pra storage

Use o AWS Cost Explorer ou Azure Cost Management pra identificar oportunidades de economia semanalmente.

Migração bem feita é transformação digital de verdade. Não é só trocar de lugar onde as coisas rodam, é aproveitar o que a cloud oferece de melhor: escalabilidade, disponibilidade e inovação.

Precisa de ajuda com sua migração? A gente já fez isso centenas de vezes e sabe exatamente onde estão as pegadinhas. Entre em contato e vamos conversar sobre seu projeto.

Equipe Bolsoni Tech

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